Brasil

Flávio Bolsonaro descarta privatização de Petrobras, Banco do Brasil e Caixa

A campanha do candidato afirmou que o novo governo vai manter as três estatais sob controle da União.

Erivan Lima

Presidenciável Flávio Bolsonaro em sintonia com o mercado

Adolfo Sachsida, coordenador da área econômica do plano de governo de Flávio Bolsonaro (PL), afirmou nesta quinta-feira (08) que um eventual governo do candidato não pretende privatizar a Petrobras, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal.

Ex-ministro de Minas e Energia durante o governo de Jair Bolsonaro, Sachsida apresentou as declarações em um vídeo publicado em seu perfil na rede social X. Segundo ele, as três empresas continuarão sob controle do governo federal, com foco no aprimoramento de sua gestão.

“Se você que está ouvindo esse vídeo é do Banco do Brasil, da Caixa Econômica e da Petrobras, saiba de uma coisa: não existirão privatizações de empresas. Nenhuma dessas empresas será tocada. Nós respeitamos demais a história de vocês”, afirmou.

Estatais permanecerão sob controle do governo

Sachsida afirmou que a proposta da campanha é fortalecer a administração das empresas públicas, afastando a possibilidade de venda das três estatais. Segundo o economista, a intenção é promover melhorias na gestão sem alterar o controle estatal. A declaração foi direcionada especialmente aos funcionários do Banco do Brasil, da Caixa e da Petrobras.

Outro compromisso apresentado por Sachsida foi a manutenção dos programas de transferência de renda. Ele afirmou que o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC) serão preservados e fortalecidos em uma eventual gestão de Flávio Bolsonaro.

O BPC garante o pagamento de um salário mínimo mensal a idosos e pessoas com deficiência que atendam aos critérios previstos na legislação.

Ajuste fiscal de R$ 200 bilhões

Na área fiscal, a campanha de Flávio defende uma correção das contas públicas equivalente a 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB), o que corresponde a aproximadamente R$ 200 bilhões.

Sachsida, porém, ainda não detalhou quais medidas seriam adotadas para alcançar essa meta. Segundo ele, o ajuste deverá se concentrar principalmente nos gastos que considera excessivos dentro da administração pública.

Entre os pontos citados estão os salários mais elevados do funcionalismo. O economista afirmou que existem servidores com remunerações que chegam a R$ 200 mil mensais.

“O ajuste fiscal nosso será focado nos excessos do governo, naqueles absurdos. Olha, com todo o respeito, não faz sentido um funcionário público ganhar R$ 200 mil por mês”, declarou.

Menos ministérios e revisão de despesas

Sachsida também defendeu uma estrutura administrativa mais enxuta, com redução do número de ministérios e revisão de despesas consideradas desnecessárias. O coordenador, no entanto, não informou quantas pastas poderiam ser extintas nem estimou quanto seria economizado com as medidas.

Funcionário de carreira do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) desde 1997, Sachsida também procurou transmitir segurança aos servidores públicos diante das mudanças propostas pela campanha.

Campanha promete reduzir impostos

Para o setor empresarial, Sachsida mencionou propostas de redução da carga tributária e diminuição da burocracia. Até o momento, contudo, não foram apresentados detalhes sobre os valores envolvidos ou os mecanismos que seriam utilizados para colocar essas medidas em prática.

O economista afirmou ainda que a reorganização das contas federais seria conduzida por uma equipe que classificou como “competente”, com o objetivo de equilibrar as finanças públicas sem comprometer a população.

Ao divulgar o vídeo, Sachsida pediu que suas declarações fossem compartilhadas e afirmou que os compromissos apresentados representam uma posição pública de sua atuação como coordenador econômico da candidatura de Flávio Bolsonaro. Ele também pediu aos eleitores que não deem crédito a informações que classificou como fake news.

Por: Glayson Costa – GP1

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